sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pais não impeçam a vocação de seus filhos

Sexta-Feira, 05 de junho 2009


Sou muito grato a Deus! Apesar de ser tão pequeno, de ter tão poucas qualidades, quanta coisa consegui fazer com a graça de Deus! Mas, por que consegui? Sou especial? Não! Somente porque tomei o caminho que o Senhor traçou para a minha vida.Quanto mais você vive sua vocação e se dedica a ela, mais Deus Pai o vai abençoando. É assim que as coisas vão se encaixando quando se está no caminho da vocação. No entanto, tudo isso se faz com dor, com sofrimento, com suor, com perseverança, com lágrimas e sangue; mas também com resultados, com eficácia. Eu não sou a exceção, sou a regra e a regra é para todos. Você nem pode pensar em querer realizar a minha vocação, nem eu posso querer viver a sua e realizar aquilo que você realiza. Isso não daria certo. Não é querer fazer o que outro faz: Deus, de antemão, já planejou tudo. Veja que Pedro e André largaram o barco, o trabalho, suas redes; largaram tudo e seguiram Jesus. Tiago e João, que estavam trabalhando com o pai, também deixaram tudo: o chamado de Cristo foi muito forte. Deixaram o pai, largaram suas redes e seguiram o Senhor, sem vacilar. É o assumir a vocação! Com você se dá o mesmo! Deus já o criou em vista das boas obras que preparou de antemão para você. Nem pense que existem vocações maiores e menores. Quem é maior: Dom Bosco ou a mãe dele, Margarida? É dificil dizer. O grande santo italiano já é canonizado, a mãe dele ainda não. Mas eu não duvido nada que ela tenha sido tão ou mais santa do que ele. O filho se projetou e a mãe não, simplesmente porque ela ficou num lugarejo da antiga Itália o ajudando, dando-lhe suporte. Jesus disse a Pedro, André, Tiago e João: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Quando assumimos nossa vocação, todos nos tornamos como esses grandes homens de Deus! Por essa razão, digo aos pais: por amor de Deus, não impeçam a vocação dos seus filhos! Quantos pais querem estabelecer o caminho para os filhos! Querem que o filho seja isso ou aquilo, que tenha tal profissão, vá para aquela faculdade, se case com fulano e que tenha certas garantias... Agindo assim, os genitores, muitas vezes, levam os filhos à infelicidade de viverem para a realização de seus [pais] próprios planos. Se você agiu assim [fazendo a vontade dos pais e não a sua, ou a sua própria vontade sem discernir se era vontade divina], reze, pois Deus também tem um “plano estepe” para colocar em ação. Ele pode refazer até mesmo o que você acabou estragando. Peça essa graça ao Senhor! Nosso Deus é o Deus do impossível!


Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Venezuela: Hugo Chávez nega vistos a Bispos que iam a Roma encontrar o Papa

02.06.2009 - Reproduzo notícia que - até onde eu saiba - não saiu na mídia brasileira: o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou o visto a doze bispos que iam se encontrar com o Papa na visita ad limina:
02/06/2009 O ditador mais famoso da América Hispânica, Hugo Chávez, que tem nas mãos o destino de mais de 30 milhões de pessoas há quase 10 anos, alcançou de novo a imprensa internacional por sua negação de conceder o visto a 12 bispos que iam encontrar-se com o Papa Bento XVI por ocasião de sua visita ad limina. Os esforços do Núncio de Sua Santidade na Venezuela foram em vão, já que a petição dirigida ao Vice-Ministro do Interior do país foi completamente ignorada pelas autoridades do regime bolivariano revolucionário comunista.
SETOR CATÓLICO une-se às petições internacionais enviadas a Caracas nestes dias, para que o ditador recobre o juízo e permita a estes prelados da Igreja exercerem seu ministério com plenas garantias; e [para que] respeite, de uma vez por todas, a liberdade religiosa do seu povo e da Igreja, cujo dever máximo é o de anunciar o Evangelho a todos os povos e nações. E, de quebra, fazemos também a ele um pedido: que abandone o poder e vá para sua casa.
Entendam bem o que está acontecendo: a visita ad limina Apostolorum é uma obrigação dos bispos católicos de, a cada cinco anos, visitarem o Papa e prestarem contas de suas Dioceses. O fato, portanto, é que Hugo Chávez está pondo empecilhos ao encontro de bispos católicos com o Papa!
Radio Cristiandad fala que Chávez negou “el pasaporte necesario para que salgan del país”. O Periodista Digital fala que, a estes doze bispos, “el Gobierno no les ha otorgado/renovado/prolongado su pasaporte”. E depois há os que dizem que estamos exagerando quando falamos em perseguição religiosa na Venezuela! Que Deus tenha piedade desta Terra de Santa Cruz e não permita que sigamos os passos do ditador venezuelano. E que a Virgem Santíssima interceda pela Igreja na ditadura chavista.
Fonte: http://www.deuslovult.org/———————————————————————————————————————Lembrando…
O abuso de substituir a imagem da Virgem de Coromoto por um busto de Che Guevara.
31.07.2007 - A notícia a seguir é de extrema importância embora bem curtinha. Está dito na Carta de São Paulo aos tessalonicenses que o anticristo se levantaria contra tudo aquilo que é divino e sagrado, ao ponto de se colocar no lugar de lugar de Deus e se apresentar como se fosse um Deus. Vejam primeiro a notícia que acabei de receber e traduzir e ao final comento.
Diário das Américas, segunda feira, dia 09 de julho de 2007.
O abuso de substituir a imagem da Virgem de Coromoto por um busto de Che Guevara.
Em mais um desafio à sensibilidade democrática e ao espírito do povo venezuelano o seu governante o Tenente Coronel Hugo Chaves Frias decidiu que a partir de 05 de agosto, quando o governo assume a responsabilidade de administrar o Hospital de Maracaibo, se trocará o nome de: Virgem de Coromoto pelo do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, que fuzilou centenas de cubanos em Havana. Como se sabe, Che Guevara foi um fator fundamental para a instalação da feroz tirania marxista-leninista de Fidel Castro.
Não somente se trocará o nome do Hospital, como ainda mais grave, será retirada a imagem da Virgem de Coromoto da entrada deste centro de saúde, sendo colocado em seu lugar um busto do guerrilheiro Che Guevara. Este busto bem que poderia estar colocado em um local onde se fomenta o terrorismo e a doutrina totalitária do marxismo-leninismo, porém nunca num hospital, e muito menos posto ali para substituir a imagem da Virgem. (fim)
=================================================OBS: Como já mostramos, em milhares de locais se busca erradicar o que é santo e sagrado, para ou deixar sem nada, ou para substituir por motivos ateus e pagãos. Tal como, solerte e bandidamente eles tiram as imagens de culto das Igrejas sob o falso argumento de não desagradar às seitas, também criam artifícios legais para tirar das pessoas os objetos que a identificam com seu culto.
Desta forma, começam a proibir tantos os crucifixos nas pessoas, como nas escolas, e até mesmo os véus – xador – das muçulmanas passa a ser motivo de ofensa pública grave. O sentido, porém, não é atingir os maometanos e sim aos sinais católicos, estes os únicos que afugentam o diabo.
O interessante é que penalizam um católico por usar uma cruz, mas não se levantam contra um jovem que imprime em seu corpo, múltiplas e horrendas figuras de demônios. Por qual motivo estes podem e os outros não? Tudo isso nos mostra “quem” está por trás destas manobras.
O comportamento do tirano Chaves então, nos mostra apenas que ele é um servo fiel do anticristo e com este ato cumpre parte de seu pacto de lealdade com ele. Não resta dúvida, porém, que isso terá em breve uma resposta do Céu, que certamente se irá retirar daquele local, tão logo façam a troca.
E dou um exemplo de que, sim, Deus leva isso em conta. Tivemos o caso de uma cidade que se chamava originalmente “Nossa Senhora de Aparecida”. Então os ricos da cidade, um pai e dois de seus filhos, conseguiram por manobras malignas mudar o nome para o de um guerrilheiro nacional.
Vejam, quando uma cidade tem o nome de um santo, de uma santa ou de Nossa Senhora, cada vez que um habitante menciona este nome, recebe uma graça, mesmo que seja protestante, mesmo que seja ateu e atoa. A graça vem pela simples pronuncia deste nome santo. Imaginem uma cidade com muitos mil habitantes, e pensem nisso através dos anos, das décadas, dos séculos. Torna-se uma conta de graças assombrosa, ai de quem opor barreiras a ela.
E não pensem que o demônio não tentará fazer isso: eliminar todos os nomes de santos, de rua, praças, igrejas, cidades, clubes e mil outros agraciados com esta
bênção. Vejam que ele quer começar esta devassa, eliminando de Israel todos os vestígios da passagem de Cristo… Quanta ousadia!
Em verdade, Deus não lhes dará tempo para isso, mas se deixasse podem crer que em pouco tempo nós seríamos forçados a denominar cidades por Lúcifer, por Belzebu e Belial. A terra inteira viraria um pasto de Asmodeu, um pântano de Satanás.
Bem, o Chaves vai no caminho da ruína! Vamos ver o que lhe acontece com o hospital! Afinal, tiram de lá a proteção da Virgem Santa e o colocam sobre os influxos maléficos de satã.


Fonte: www.recados.aarao.nom.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Arcebispo Silvano Tomasi explica razões por que Santa Sé não apoiou Resolução da ONU contra a difamação das religiões

(28/3/2009) Como noticiamos, as Nações Unidas adotaram quinta-feira uma Resolução, que condena todos os atos de violência motivados por diferenças religiosas. O documento foi aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e recebeu 23 votos a favor, 13 contra e 11 abstenções. A Resolução que tem como tema "a difamação das religiões" foi apresentada pelo Paquistão em nome dos Países da Organização da Conferência Islâmica. Embora exprimindo "profunda preocupação" pela frequente difamação das religiões, o documento cita somente o Islamismo.A Santa Sé não apoiou esta Resolução, por considerar a liberdade de expressão estreitamente ligada à liberdade religiosa. Como explicou à nossa Emissora D. Silvano Maria Tomasi, Observador permanente da Santa Sé na sede de Genebra da ONU, “se se começa a abrir a porta a um conceito de difamação que se aplica às ideias, acaba por ser o Estado a decidir quando uma religião é difamada ou não, pondo em causa o exercício da liberdade religiosa”. “Por exemplo, o reconhecimento jurídico do conceito abstrato de difamação da religião pode ser utilizado para justificar as leis contra a blasfêmia, que, como sabemos, em alguns países são utilizadas para atacar, inclusive de modo violento, minorias religiosas, nomeadamente os cristãos. O desafio é encontrar um são equilíbrio que una a liberdade ao respeito pelos sentimentos dos outros. Para tal, há que aceitar os princípios fundamentais da liberdade, inscritos nos tratados internacionais."“Atualmente – advertiu D. Silvano Tomani – são os cristãos o grupo religioso mais discriminado. Há uns 200 milhões de cristãos, de diversas confissões, que se encontram em situações de dificuldade, em razão de estruturas legais ou culturas públicas que levam, de algum modo, a certa discriminação contra os cristãos. Existem situações particulares que levam a uma certa marginalização daqueles que realmente acreditam e vivem a sua fé cristã. Existem posicionamentos – até mesmo declarações públicas de parlamentares – que atacam esse ou aquele aspecto da fé cristã, e isso tende a colocar os cristãos à margem da sociedade e a excluir a contribuição de seus valores à sociedade.

FONTE: www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=275973

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Como ser um católico bem formado?


Por *Prof. Felipe Aquino (felipeaquino@cancaonova.com)


Quanto mais conhecemos a Igreja, mais a amamos

O autor da Carta aos Hebreus escreveu: “Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal” (Hb 5, 13-14). Sem esse “alimento sólido”, que a Igreja chama de “fidei depositum” (o depósito da fé), ninguém poderá ser verdadeiramente católico e autêntico seguidor de Jesus Cristo.
Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico hoje é a formação na doutrina. Por não a conhecer bem, esse mesmo povo, muitas vezes, vive sua
espiritualidade, mas acaba procedendo como não católico, aceitando e vivendo, por vezes, de maneira diferente do que a Igreja ensina, especialmente na moral. E o pior de tudo é que se deixa enganar pelas seitas, igrejinhas e superstições.
Em sua recente viagem à África, que começou em 17 de maio de 2009, o Papa Bento XVI deixou claro que a formação é o antídoto para as seitas e para o relativismo religioso e moral. Em Yaoundé, em Camarões, o Sumo Pontífice disse que “a expansão das seitas e a difusão do relativismo – ideologia segundo a qual não há verdades absolutas –, tem um mesmo antídoto, segundo Bento XVI: a formação”. Afirmando que: «O desenvolvimento das seitas e movimentos esotéricos, assim como a crescente influência de uma religiosidade supersticiosa e do relativismo, são um convite importante a dar um renovado impulso à formação de jovens e adultos, especialmente no âmbito universitário e intelectual». E o Santo Padre pediu «encarecidamente» aos bispos que perseverem em seus esforços por oferecer aos leigos «uma sólida formação cristã, que lhes permita desenvolver plenamente seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, econômica, social), que é compromisso característico da vocação secular do laicado».
Desde o começo da Igreja os Apóstolos se esmeraram na formação do povo. São Paulo, ao escrever a S. Tito e a S. Timóteo, os primeiros bispos que sagrou e colocou em Creta e Éfeso, respectivamente, recomendou todo cuidado com a “sã doutrina”. Veja algumas exortações do Apóstolo dos Gentios; a Tito ele recomenda: seja “firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem” (Tt 1, 9). “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina” (Tt 2,1).
A Timóteo ele recomenda: “Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes, e a preocupar-se com fábulas e genealogias” (Tm 1, 3-4). E “Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão” (1Tm 4,6). São Paulo ensina que Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4).
Sem a verdade não há salvação. E essa verdade foi confiada à Igreja: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Jesus garantiu aos Apóstolos na Última Ceia que o Espírito Santo “ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16, 13) e “relembrar-vos-á tudo o que lhe ensinei” (Jo 14, 25). Portanto, se o povo não conhecer esta “verdade que salva”, ensinada pela Igreja, não poderá vivê-la. Mas importa que essa mesma verdade não seja falsificada, que seja ensinada como recomenda o Magistério da Igreja, que recebeu de Cristo a infalibilidade para ensinar as verdades da fé (cf. Catecismo da Igreja Católica § 981).
Já no primeiro século do Cristianismo os Apóstolos tiveram que combater as heresias, de modo especial o gnosticismo dualista; e isso foi feito com muita formação. São Paulo lembra a Timóteo que: “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores [...]” (1Tm 4,1-2).
A Igreja, em todos os tempos, se preocupou com a formação do povo. Os grandes bispos e padres da Igreja como S. Agostinho, S. Ambrósio, S. Atanásio, S. Irineu, e tantos outros gigantes dos primeiros séculos, eram os catequistas do povo de Deus. Suas cartas, sermões e homilias deixam claro o quanto trabalharam na formação dos fiéis.
Hoje, o melhor roteiro que Deus nos oferece para uma boa formação é o Catecismo da Igreja Católica, aprovado em 1992 pelo saudoso Papa João Paulo II. Em sua apresentação, na Constituição Apostólica “Fidei Depositum”, ele declarou:
“ O Catecismo da Igreja Católica [...] é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé”. E pede: “Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica […]. O "Catecismo da Igreja Católica", por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. lPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê”.
Essas palavras do Papa João Paulo II mostram a importância do Catecismo para a formação do povo católico. Sem isso, esse povo continuará sendo vítima das seitas, enganado por falsos pastores e por falsas doutrinas.
Mais do que nunca a Igreja confia hoje nos leigos, abre-lhes cada vez mais a porta para evangelizar; então, precisamos fazer isso com seriedade e responsabilidade. Ninguém pode ensinar aquilo que quer, o que “acha certo”; não, somos obrigados a ensinar o que ensina a Igreja, pois só ela recebeu de Deus o carisma da infalibilidade. Ninguém é catequista e missionário por própria conta, mas é um enviado da Igreja. Sem a fidelidade a ela, tudo pode ser perdido. Portanto, é preciso estar preparado, estudar, conhecer a Igreja, a doutrina, a sua História, o Catecismo, os documentos importantes, a liturgia, entre outros. Quanto mais conhecemos a Igreja e todo o tesouro que ela traz em seu coração, tanto mais a amamos.



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Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Santa Missa lhe dá tédio?






Por Padre Anderson Marçal

Prepare-se, pois se encontrará com o Senhor

1. De casa para a Santa Missa, “prepare o seu coração”, pois você se encontrará com o seu Senhor, com uma pergunta: “Pelo que me mostrarei agradecido a Deus? Que levo nas mãos para oferecer-Lhe hoje?”
2. Seja pontual e fique num lugar próximo ao altar, para não se dispersar.
3. Participe de toda a liturgia, cantos, posições do corpo, como o sentar ou ajoelhar-se.
4. Preste atenção às leituras e à pregação do padre. O Salmo é a sua resposta a Deus, por isso cante respondendo ao refrão [do Salmo].
5. Depois de comungar faça um momento de oração, uma ação de graças a Deus por se doar a você mais uma vez.
6. Por fim, marque um pequeno compromisso com Jesus para a semana que vem.
Saiba como se encontrar com o seu Senhor.
Seis razões para ir à Santa Missa
1. Você conhece algum cristão sério que não vá à Missa?
2. A Celebração Eucarística não é uma invenção da Igreja ou dos homens, mas do próprio Jesus, por isso não podemos mudar o que Ele nos deixou.
3. Ir à Missa é encontrar-se com Cristo e constitui um encontro de Seus seguidores entre si.
4. A Missa é um momento privilegiado para escutar a Palavra de Deus.
5. Eucaristia quer dizer “ação de graças”. Você não tem nada para agradecer a Deus?
6. Por fim, a Eucaristia nos alimenta e fortalece.
Não perca tempo! Vá se encontrar com o seu Senhor!


Fonte: www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11388

quinta-feira, 19 de março de 2009

Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para a África



A proposta lançada no Facebook é mais complicada do que parece
Por Jesús Colina
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Trocar tesouros do Vaticano por comida para a África. Topa?». Com esta mensagem um internauta abriu um espaço no Facebook. Em poucos dias, até esta sexta-feira pela manhã, 32.146 membros haviam aderido. O cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, esclarece que, independentemente do aspecto provocador ou ideológico da proposta, o Papa não poderia aplicá-la, pois o direito internacional o impede. O presidente do organismo da Santa Sé responsável pela orientação e coordenação entre as organizações e as atividades caritativas promovidas pela Igreja Católica explicou a situação à Zenit em um encontro com jornalistas. A iniciativa do Facebook foi lançada por um jovem espanhol, Alberto Juesas Escudero, que explica a proposta com alguns argumentos. Alguns deles são: «Porque é uma vergonha ver as riquezas do Vaticano e depois o noticiário». Outros dos argumentos são: «Porque não admitem seus erros jamais. Porque não pregam com o exemplo. Porque Jesus nasceu em uma manjedoura e vivia em pobreza». A motivação conclui com expressões ofensivas: «Que vergonha o Vaticano! Que vergonha a religião católica!». Em sua resposta à pergunta da Zenit, o cardeal Cordes explica que ele escuta este tipo de propostas há 40 anos, e que antes elas se repetiam até mais.Explica que quando João Paulo II o chamou a Roma para colaborar com ele na Cúria Romana, «o clima era muito forte contra o Vaticano. Então, naquela época, eu me informei e descobri que a Igreja não pode fazer o que quer com as obras de arte que estão no Vaticano». Na realidade, esclarece, a Igreja «tem a tarefa de conservar as obras de arte em nome do Estado Italiano. Não pode vendê-las». O purpurado não só cita a teoria, mas sobretudo se refere à realidade. Explica que, quando nos anos 60 um benfeitor alemão fez uma doação para restaurar o Colégio Teutônico, que se encontra dentro do Vaticano, a direção dessa residência, como gesto de agradecimento, deu-lhe uma estátua simples, que não tinha um valor comparável a outras que se encontram nos Museus Vaticanos, que se encontrava dentro do colégio. Essa pessoa teve muitíssimos problemas com o Estado italiano, pois foi acusado de subtrair bens que a Itália deve custodiar, explicou o cardeal. «Em todas as nações há medidas para a defesa das obras de arte, porque o Estado deve mantê-las», declara, recordando que os bens da Santa Sé também fazem parte da história cultural da Itália. O cardeal recorda, por outro lado, que sem a obra da Igreja Católica, o sistema de saúde e educativo de algumas regiões da África não existiria. «Presidentes africanos reconhecem quando vêm encontrar com o Papa», explica o cardeal Cordes. Sem a Igreja na África, uma parte dos portadores do HIV ficaria abandonada, pois a Igreja, com sua rede de hospitais, é a instituição que acolhe o maior número de pessoas com este vírus.Segundo explica o cardeal Cordes, ao atrair o interesse dos meios de informação do mundo por sua próxima viagem à África (Camarões e Angola), de 17 a 23 de março, o Papa centrará a atenção nas necessidades que a África vive, impulsionando ao mesmo tempo medidas concretas de autêntica solidariedade e respeito.

domingo, 15 de março de 2009

A PROPÓSITO DE UMA EXCOMUNHÃO

Ives Gandra da Silva Martins Filho Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Fonte: Correio Brasiliense. Brasília, quinta-feira, 12 de março de 2009

Desde que se tornou conhecida, pela divulgação na mídia, a declaração do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, de que incorreram na pena de excomunhão os que executaram e consentiram no aborto dos gêmeos que esperava a menina de 9 anos de Alagoinha (PE), estuprada pelo padrasto, têm faltado pedras para atirar no referido prelado e na Igreja Católica. Chocou o Brasil a notícia da gestação da menina pernambucana. Mas, em relação ao aborto praticado, o que mais choca é a distorção de fatos, de modo a se justificar a morte dos gêmeos, aproveitando-se também o episódio para se condenar a Igreja Católica por sua intransigência.Interessante notar que os mesmos que defendem ferrenhamente a separação da Igreja e do Estado, em nome do laicismo, não admitindo que a Igreja se manifeste em defesa da vida por ocasião da discussão judicial sobre o aborto, são aqueles que, no presente episódio, vêm prescrever o que a Igreja deve dizer ou pensar sobre seus dogmas e doutrina, lembrando muito a incoerência voltariana do Tratado da Tolerância: devemos tolerar todos, menos “a infame” (a Igreja Católica).Eis os fatos, segundo os testemunhos do Conselho Tutelar de Alagoinha e do pároco da cidade: em que pese o parecer unânime do referido conselho, contrário ao aborto, e da vontade inicialmente manifestada pelo pai e pela mãe da menina pela preservação da vida dos netos, a pressão de uma assistente social, com a transferência da menina para outro hospital, o aborto foi realizado, com a maior rapidez, para evitar discussões, sempre sob o argumento, altamente discutível, de que a gestação levaria fatalmente à morte da mãe e das crianças. E qual foi a declaração do tão criticado arcebispo? Que o crime do aborto é mais grave do que o crime do estupro, estando os que o praticaram, e consentiram na sua realização, excomungados “ipso facto”.Eis o direito aplicável à hipótese: a) Código Penal Brasileiro — ainda que seja crime, o aborto não se pune quando a gestação resulta de estupro (art. 128, II); b) Código de Direito Canônico da Igreja Católica — a excomunhão “latae sententiae” é aquela na qual incorre o fiel católico pelo simples fato de praticar o aborto, independentemente de processo e sentença expressa, em face da extrema gravidade do delito (cc. 1314, 1318 e 1398); para o fiel católico, a excomunhão significa ficar privado de receber os sacramentos (c. 1331, § 2º); pode ser levantada se estiver arrependido e houver se confessado (cc. 1355, § 2º, 1357, § 1º, e 1358, § 1º).Ou seja, o que dom Fernando Cardoso Sobrinho fez foi apenas esclarecer que, pelo ato que praticaram, os que provocaram o aborto da menina de Alagoinha deixaram de participar da comunhão da Igreja Católica. Podem voltar a ela? Claro, desde que arrependidos do gravíssimo pecado que cometeram e devidamente perdoados pelo sacramento da confissão.É questão de coerência. Ninguém é obrigado a pertencer à Igreja. Mas se o faz, deve estar de acordo com sua doutrina, defendida em sua integralidade pela Igreja Católica por mais de dois milênios. Diante de tantas contemporizações, sempre se buscando atenuar as exigências do Evangelho, não é demais lembrar, como dizia um santo de nosso tempo, que não é a doutrina de Cristo que deve se adaptar às épocas históricas, mas os tempos é que se devem abrir à luz do Evangelho.Diante de tão triste episódio, só podemos nos solidarizar com a dor imensa da menina estuprada e obrigada a abortar, lamentar o sacrifício de duas vidas humanas, e nos colocar ao lado de dom José Cardoso Sobrinho, para, junto com ele, receber as pedras que ainda continuarão a ser atiradas nele e na Igreja Católica pela intransigente defesa da vida humana.